Passo meu dia só,
Com pesares,
Nostálgicos
Daquela a qual creio,
Ou pelo menos
Pronuncio,
Ser minha amada.
Quando de sua chegada,
Exuberante,
Numa esplendorosa exibição de seus dotes,
Me toca,
Me roça,
Me beija,
Me afasta,
Me alicia,
Me encachaça,
Me ama,
Me goza,
E novamente,
Me afasta.
Me ama,
Mas,
Sem entrega,
Não permitindo que eu
A sugue,
A dispa,
A toque,
A possua,
E penetre,
Levando assim,
Sua alma.
Seu gosto:
É o de vinho esquecido,
Encarvalhado,
Rústico,
Amargo,
Com seu aroma
Insutil,
Insuave.
A mim resta:
Chorar,
Amanhecer,
Querer,
E sofrer,
Por sua bela,
Gélida
Presença em minha cama.

hum, aqui tbm...
ResponderExcluirisso me soa um pouco de inspiraçao na musica-poesia que nao parava de tocar no carro de vicentao... acertei? hehehe
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