sábado, 9 de agosto de 2008

Ontem


Ao despertar

Ao acordar, bem cedo,
Esta manhã
Meus pensamentos levaram-me
Ao seio de minha amada
E seu gosto estava em minha boca
Seu corpo dominava meu pensamento
De uma forma tal, que eu só me lembrava
Dela cheirando ao nosso amor.


O café

São sete gotas
O adoçante
Que poria em seu café
Ela pede-me oito
Mas não o nota
E este também é meu jeito
De cuidá-la
E só, demonstrar o meu amor
Que bem-aventurado esse meu café
Se ao lado desta minha xícara
Encontrasse a dela.


O dia

O dia foi corrido,
Mas não ouvi nem vi a luz
Mas segui em meu caminho, só,
Escuro.
Iluminado apenas pelas lembranças
De como é belo o mundo
Sem a escuridão.
Tão puro, tão melhor...
Aos meus amigos tentei explicar
As maravilhas deste clareado
Mas eles,
Por juventude talvez,
Ou pela ignorância de quem não sabe,
Acham melhor esta louca vida
Na escuridão.
Aos meus olhos não pertencem mais,
Não serei mais cego.


O almoço

Não sei se cociente ou inconsciente,
Mas meu alimento, por mim,
Foi escolhido para ela
Eu mesmo comeria algo mais leve.
Mas emprestei seu paladar,
Montando cada coisa ao seu jeito.
E ai, como se fosse alimentei-a,
Ela!
Dentro de mim.


A tarde

A tarde me trouxe mais agonia
Ainda não atendi ao telefone
E falei emocionado o seu nome
Que bom seria ouvir a sua voz
Saber que está bem
Escutar mais uma vez
Que pensas em mim
Daí ao meu modo
Fantasiei-me de você
De um jeito todo bobo
Pensando só em agradá-la
Pois se queres
Vestirei um sapato vermelho
Por que não encontro em meu peito
Nada mais prazeroso
Que posso fazer por mim.


O jantar

A esta altura, hoje
Já visitei o céu, Mas me encontro
no nirvana
Incrivelmente noto que um simples pensamento
em ti
Pode levar-me de novo
ao paraíso
Mas essa falta, insegura,
sem notícias
Me prende no poço
sem sentido
Mesmo recebendo
tua carta
E chorando mais uma vez ao experimentar
seu amor
Queria tanto ouvir
tua voz
Talvez minha energia venha do escutar-te falando
te amo
Talvez meu amor cresça
tão rapidamente
Que sejam necessárias doses continuas
de amor
Amo acima de tudo, do bem e do mal
Do certo e incerto
Do conhecimento e da ignorância
Amo por que em meu ser, desde
o dia
Em que lhe conheci
Em mim só brota e cresce
o amor

A noite

Ah! À noite!

Toda noite é triste sem você.
Sem teu corpo, nu, juntinho ao meu.
Sem sentir teus cabelos, tocando meu rosto.
Sem falar em seu ouvidinho,
Carícias de meu amor.

Toda noite é triste sem você.
Sem rolarmos na cama dando beijocas sem fim.
Sem ser engolido por suas jabuticabas.
Sem sentir sua pele,
Que cheira a amor.

Toda noite é triste sem você.
Sem poder esperar acordar ao seu lado.
Sem apertar bem forte teu peito contra o meu.
Sem em balar o teu sono,
Olhando-te com amor.

Toda noite é triste sem você.
Por isso vivo tamanha euforia.
Esperança de seres minha noite e dia.
Com a alegria de juntos,
Viver nossa história de amor.


A poesia

A poesia que surge de minhas mãos
Não vem mais da pratica destas
Não tem mais sua forma e medidas
Não pertence mais ao mundo
Para qual as preparei.

Outrossim, agora esta poesia,
Não mais minha...
Vem do sentimento que vivo
Tendo a forma do amor
Pertencendo a única dona
Que conquistou meu coração.

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