domingo, 20 de julho de 2008

Soneto da bobeira interna

Agora, exatamente agora!
Eu me sinto no céu.
Queria conservar essa hora,
Tão doce quanto mel

Cada inspiração minha,
Enche meu rosto d’um sorriso.
Isto que antes eu não tinha,
Pois mais algo era preciso.

Portanto abrigado criança,
Por teu jeito de fazer de mim,
Alguém cheio de esperança,

Ainda mais reconheço,
Embora prefira calar-te,
És mais do que mereço.

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