segunda-feira, 14 de julho de 2008

O natural

Pergunto-me incansavelmente.
Desse final de semana.
Porque pensei tanto em ti?
Porque tudo tomou um novo ponto de referência?
Porque ao ver um filme, a trilha sonora é pra você?
Porque ao ver o dia nascer, queria eu ir a praia na sua companhia?
Porque ao preparar um almoço, queria eu que voce estivesse ali para dizer se gostas?
No meio de tantas perguntas.
Corro. Num único minuto que posso.
E telefono para você.
Que inquietude no meu ser.
Que tamanha força existe nessa distância.
Que mistério envolve tudo isso?
Certezas internas.
Momentos de abertura de um portal.
Você a escrever-me.
Falar do que sentes.
Eu poderia assim como a maioria ignorar isso tudo.
Você como tantos outros, poderia apenas deixar passar.
Mas não temos escolhas.
Incrivelmente incontrolável.
Sacudo-me para saber o que acontece.
Água no rosto.
Biliscões.
Olhar-me no espelho.
Nada funciona.
O que quero é ouvir tua voz.
Ler o que me escreves.
Sentir teu sangue nas veias circular perto da minha mão .
Não posso lutar contra o natural.

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