Tudo começou em uma festa de São João, de um modo que ninguém podia esperar.
Eu, Paulista, perdido no sertão da Paraíba terminando meus estudos. Ela, daqui, morando a anos em Recife. Por um acaso fomos apresentados por um amigo em comum, achávamos que não nos conhecíamos, mas esta estória fica para depois.
Após uma breve conversa nos beijamos, Eu acho que quis um beijo dela, ela diz que roubou um beijo meu. E assim começou uma fábula que nem o mais profundo conhecedor da mente humana saberia explicar.
Foram alguns dias os quais passamos juntos, dias maravilhosos, em minha mente brotava, constantemente, o pensamento de que aquilo não parecia ser real. Eu acabara de sair de um relacionamento de muitos anos. Ela? Ela estava ali, se espalhando por minha mente, penetrando em meu sangue e infectando todo meu ser. Conversávamos como duas crianças, contando as peripécias passadas, comparando cicatrizes, ouvindo música e descobrindo o quanto tínhamos em comum. E eram tantas as coincidências que eu verdadeiramente parei de acreditar que tais coincidências existiam. Tinha que haver algo maior.
Tinha plena consciência de estar me entregando a alguém de corpo e alma, mesmo sendo isto o oposto de que meu coração até então almejava. Eu que acabara de ficar solteiro só tinha em minha mente o anseio de aproveitar minha vida, não no sentido de correr atrás do tempo perdido, mas sim, uma subconsciente, vontade de voltar a ser como eu era, de reencontrar meus amigos, de voltar para uma fase que hoje sei que foi a mais feliz de minha vida.
Mais que nada! O mundo é redondo e gira. E de repente colocou em minha frente uma pessoa tão especial que eu só podia admirar, afinal éramos de mundos completamente diferentes, mundos tão diferentes que, verdadeiramente, só se uniam pela vida existente em nós dois, pelo que éramos. Como se fossemos a única intersecção de dois conjuntos, de dois universos paralelos.
Ainda fico arquitetando em minha mente a historia da marca em sua boca, que tal como a minha, de onde veio, ela não gosta de dizer.
Ela ama Gal, eu gosto mais da Bethania. Eu gosto de desenho e pintura, ela de arremessar a tinta contra a tela num modo de arte cujo nome nem sei dizer. Ela tem e cuida de um amor, eu fico aqui à distância, sonhando em como poderia ser.
Eu, Paulista, perdido no sertão da Paraíba terminando meus estudos. Ela, daqui, morando a anos em Recife. Por um acaso fomos apresentados por um amigo em comum, achávamos que não nos conhecíamos, mas esta estória fica para depois.
Após uma breve conversa nos beijamos, Eu acho que quis um beijo dela, ela diz que roubou um beijo meu. E assim começou uma fábula que nem o mais profundo conhecedor da mente humana saberia explicar.
Foram alguns dias os quais passamos juntos, dias maravilhosos, em minha mente brotava, constantemente, o pensamento de que aquilo não parecia ser real. Eu acabara de sair de um relacionamento de muitos anos. Ela? Ela estava ali, se espalhando por minha mente, penetrando em meu sangue e infectando todo meu ser. Conversávamos como duas crianças, contando as peripécias passadas, comparando cicatrizes, ouvindo música e descobrindo o quanto tínhamos em comum. E eram tantas as coincidências que eu verdadeiramente parei de acreditar que tais coincidências existiam. Tinha que haver algo maior.
Tinha plena consciência de estar me entregando a alguém de corpo e alma, mesmo sendo isto o oposto de que meu coração até então almejava. Eu que acabara de ficar solteiro só tinha em minha mente o anseio de aproveitar minha vida, não no sentido de correr atrás do tempo perdido, mas sim, uma subconsciente, vontade de voltar a ser como eu era, de reencontrar meus amigos, de voltar para uma fase que hoje sei que foi a mais feliz de minha vida.
Mais que nada! O mundo é redondo e gira. E de repente colocou em minha frente uma pessoa tão especial que eu só podia admirar, afinal éramos de mundos completamente diferentes, mundos tão diferentes que, verdadeiramente, só se uniam pela vida existente em nós dois, pelo que éramos. Como se fossemos a única intersecção de dois conjuntos, de dois universos paralelos.
Ainda fico arquitetando em minha mente a historia da marca em sua boca, que tal como a minha, de onde veio, ela não gosta de dizer.
Ela ama Gal, eu gosto mais da Bethania. Eu gosto de desenho e pintura, ela de arremessar a tinta contra a tela num modo de arte cujo nome nem sei dizer. Ela tem e cuida de um amor, eu fico aqui à distância, sonhando em como poderia ser.

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